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Choque anafilático: médico explica reação alérgica que causou a morte de Janaína Barbosa

A ex-apresentadora Janaína Barbosa faleceu nesta terça-feira (3/11), aos 48 anos, após um choque anafilático. A jornalista era conhecida por sua trajetória na televisão e por comandar o programa “TV Fama”, da RedeTV!, e teve a causa da morte confirmada pela família. A reportagem do portal LeoDias, conversou com um médico especialista sobre a reação alérgica que pode levar a morte, que explicou sobre como reagir a situação.

No comunicado divulgado pela família, foi esclarecido que a apresentadora sofreu um choque anafilático, uma reação alérgica grave. “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Janaína Barbosa, ocorrido nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, aos 48 anos, em decorrência de um choque anafilático, uma reação alérgica grave e repentina”, informaram.

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Janaína BarbosaCrédito: Reprodução Instagram @janainabarbosajanainabarbosa

Crédito: Reprodução YouTube

Janaína Barbosa apresentando o “TV Fama”, da RedeTV!Crédito: Reprodução YouTube

Crédito: Revista Caras

Janaína BarbosaCrédito: Revista Caras

Crédito: Reprodução Instagram

Janaína BarbosaCrédito: Reprodução Instagram


À reportagem, o médico emergencista Dr. Yuri Castro, afirmou que o “choque anafilático é a manifestação mais grave da anafilaxia, uma reação alérgica sistêmica, intensa e potencialmente fatal. Durante esse processo, o organismo libera substâncias inflamatórias, como a histamina, que provocam dilatação dos vasos sanguíneos e aumento da permeabilidade vascular. Isso pode levar à queda brusca da pressão arterial, ao comprometimento da circulação e até à falência de órgãos se não houver atendimento rápido”.

Ele alertou que alguns alimentos, medicamentos e venenos de insetos, como abelhas e vespas, estão entre as principais causas dos choque anafiláticos. “Entre os alimentos, podemos destacar leite, ovos, amendoim, castanhas, frutos do mar e peixes. Os medicamentos também são desencadeadores importantes. Antibióticos, especialmente alguns da classe das penicilinas, anti-inflamatórios e determinados analgésicos podem provocar reações graves em pessoas suscetíveis. A gravidade não depende necessariamente da quantidade utilizada: mesmo uma dose habitual pode desencadear uma reação importante em alguém sensibilizado”, falou.

Entre os primeiros sinais, o médico apontou a coceira intensa, urticária, vermelhidão, inchaço nos lábios, língua e rosto. Também podem surgir sintomas respiratórios, como falta de ar, chiado no peito, sensação de garganta fechando, dificuldade para engolir e rouquidão.
Outros sinais de alerta são tontura, fraqueza intensa, palpitações, queda da pressão arterial, desmaio, dor abdominal, náuseas e vômitos.

“O que exige atenção é a progressão dos sintomas, principalmente quando há comprometimento respiratório ou circulatório. Uma pessoa que apresenta dificuldade para respirar, sensação de desmaio ou inchaço na língua e na garganta precisa de atendimento de emergência imediato. Não se deve esperar que todos os sintomas apareçam para procurar ajuda”, alertou.

Na suspeita de uma anafilaxia, Castro afirmou que a “primeira atitude é acionar imediatamente o SAMU, pelo número 192, ou procurar atendimento de emergência. Se a pessoa tiver um autoinjetor de adrenalina prescrito, ele deve ser utilizado imediatamente na parte externa da coxa, conforme as orientações médicas”.

Segundo ele, é importante interromper a exposição ao possível agente desencadeador, quando isso puder ser feito com segurança. A pessoa deve permanecer deitada, preferencialmente com as pernas elevadas, se tolerar essa posição e não apresentar dificuldade respiratória importante. Caso tenha dificuldade para respirar, pode ficar com o tronco elevado, evitando levantar-se ou caminhar. Se estiver inconsciente, mas respirando, deve ser colocada de lado.

“Não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por via oral a alguém com dificuldade para engolir ou comprometimento da consciência. Também não se deve esperar o efeito de um antialérgico antes de procurar ajuda. Na suspeita de anafilaxia, o tempo é decisivo”, finalizou.



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