O capítulo derradeiro de “Três Graças” reserva um final desolador para Ferette, interpretado por Murilo Benício.
Após uma jornada repleta de maldades, artimanhas e crueldade sem limites, o antagonista da trama finalmente enfrentará as consequências de seus atos, terminando seus dias atrás das grades em um estado de completo desespero.
Nos momentos finais da novela, o magnata tentará uma fuga desesperada para escapar das garras da lei. Sem hesitar, ele chega ao extremo de raptar a própria neta, filha de Joélly (Alana Cabral) e Raul (Paulo Mendes), utilizando a menina como barganha para escapar da prisão.
A situação cria um clima de extrema tensão, mas Paulinho (Rômulo Estrela) age a tempo de evitar o pior. O herói confronta Ferette e decide disparar contra o rival para impedir a fuga. Ferido, o empresário é capturado pelas autoridades e encaminhado diretamente para a penitenciária.
Uma transformação radical e um tormento sem fim
No desfecho da história, o público testemunhará uma mudança drástica no visual do personagem. Deixando para trás o topete impecável e a pose arrogante que o caracterizavam, Ferette surgirá na prisão com a cabeça raspada e visivelmente abatido. A novela ainda apresentará uma passagem de tempo de sete anos, revelando que o vilão permanece detido e vivendo uma realidade completamente oposta à que estava acostumado. Além da humilhação, ele demonstrará claros sinais de instabilidade mental, recebendo medicamentos dentro do presídio.
Mesmo após tanto tempo, a obsessão de Ferette por Gerluce (Sophie Charlotte) persistirá. Ele terá uma alucinação vívida, enxergando o rosto de sua maior rival no lugar do carcereiro. O desfecho ganha ainda mais destaque com a decisão dos autores de alterar completamente o rumo original dos vilões.
Na primeira versão da sinopse, Ferette e Samira (Fernanda Vasconcellos) teriam um fim trágico. Ela sofreria uma morte cruel, enquanto ele conseguiria fugir do país antes de ser assassinado. Contudo, Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva optaram por um caminho distinto, buscando surpreender o público. Em vez da morte, optaram por um castigo mais prolongado para o vilão: a prisão, a solidão e a própria loucura.
Escrito por
Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é professor de Comunicação, Jornalista e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É editor do RD1, onde escreve sobre TV, Audiências da TV e Esporte na TV desde 2014. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser encontrado através do email [email protected]