Seja Bem Vindo - 15/09/2026 01:26

  • Home
  • Literatura
  • Livro lançado em Cuiabá revisita o siriri pela história e pela racialidade

Livro lançado em Cuiabá revisita o siriri pela história e pela racialidade

O siriri, uma das manifestações culturais mais conhecidas de Mato Grosso, ganha uma leitura que vai além dos passos, das saias rodadas e da música no livro Dança da Arraya-Miúda: racialidade e cultura histórica sobre o siriri nas narrativas de jovens dançarinos e estudantes, da pesquisadora, professora e bailarina Mariana Destro Marioto.

A obra terá pré-lançamento nesta sexta-feira (21), no Cine Teatro Cuiabá, dentro da programação do Festival de Teatro Luiz Carlos Ribeiro. A participação é gratuita.

Resultado de uma pesquisa de mestrado em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o livro busca compreender como o siriri é contado e percebido por jovens que dançam ou convivem com essa manifestação cultural.

Livro é lançado nesta sexta-feira (21), em Cuiabá. – Foto: Assessoria

Um dos pontos centrais da publicação é a discussão sobre racialidade. Mariana investiga como a presença de populações negras aparece — ou deixa de aparecer — nas narrativas construídas ao longo do tempo sobre as danças populares mato-grossenses.

A inquietação surgiu também da experiência da própria pesquisadora como bailarina. Ao circular por grupos e espaços ligados às danças regionais, Mariana percebeu que era comum ouvir explicações sobre o siriri baseadas principalmente na mistura entre povos indígenas, africanos e europeus.

A convivência com o grupo Flor do Campo, formado majoritariamente por pessoas negras, fez com que ela passasse a observar de forma mais atenta como a negritude era representada nessas histórias.

O que significa “arraya-miúda”?

O próprio título do livro nasceu de um documento histórico encontrado durante a pesquisa.

A expressão “arraya-miúda” era utilizada para se referir às camadas populares e apareceu associada a manifestações culturais como samba, siriri e cururu.

Ao recuperar o termo, Mariana coloca em evidência pessoas e práticas culturais que, apesar de fazerem parte da história de Mato Grosso, nem sempre ocuparam espaço de destaque nos registros históricos.

A pesquisa reúne documentos, entrevistas com pessoas ligadas ao siriri e atividades realizadas com estudantes. A proposta é aproximar a produção acadêmica de leitores que não necessariamente estão dentro da universidade.

Para a autora, observar uma dança popular também pode ser uma maneira de acessar diferentes períodos da história e compreender as relações sociais que ajudaram a construir essas manifestações.

livro arraia da miuda 1
Obra é resultado da pesquisa da professora e bailarina Mariana Destro Marioto. – Foto: assessoria

Livro nasceu de pesquisa na UFMT

A publicação é baseada na dissertação de mestrado de Mariana, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em História da UFMT, sob orientação do professor Marcelo Fronza.

Atualmente doutoranda em História pela universidade, ela integra o Grupo Pesquisador em Educação Histórica e pesquisa as relações entre danças populares, história e cultura escolar.

Além da atuação acadêmica, Mariana é professora e bailarina, com experiência em balé clássico, dança contemporânea e danças populares.

O projeto que resultou no livro também prevê a produção de um documentário, ainda em desenvolvimento.

Durante o pré-lançamento desta sexta-feira, o público poderá ter acesso a exemplares da publicação. O encontro é aberto a estudantes, pesquisadores, artistas, integrantes de grupos de dança e demais interessados na cultura mato-grossense.

  1. Sebo bovino e óleo de cozinha viram combustível em usina de Mato Grosso

  2. Ciclista faz pausa obrigatória após porcos-do-mato tomarem estrada em MT; veja vídeo

  3. Desenhos de alunos de escolas de Poxoréu atravessam oceano e são expostos na França



Clique aqui para ver a Fonte do Texto

VEJA MAIS

É contra? Mateus Solano fala sobre ‘Amor à Vida’ não ser reprisada: ‘Por essas questões’

Problemática? Mateus Solano falou sobre Amor à Vida nao ser exibida novamente O post É…

Sucesso da Netflix, Meu Nome é Farah terá 3ª temporada? Todo mundo quer saber!

Se você maratonou Meu Nome é Farah na Netflix e parou naquele gancho de tirar…

Astrid Fontenelle anuncia projeto para mulheres 45+ após saída da Globo

O novo trabalho terá conteúdos, podcast e encontros presenciais voltados ao público feminino que passou…