A BYD estampa a camisa do Corinthians nesta temporada, mas o negócio mais ambicioso da montadora chinesa no futebol paulista está sendo desenhado com o rival.
A empresa é a que tem conversas mais avançadas para assumir os naming rights do Morumbi, estádio do São Paulo.
Se o acordo sair, o nome do estádio pode virar MorumBYD — trocadilho na mesma linha do atual MorumBIS.
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A disputa que o São Paulo mantém aberta
O clube negocia com pelo menos três empresas e não quer fechar antes de comparar valores e condições.
Uma das interessadas, segundo o portal Torcedores, não tem interesse em associar a marca diretamente ao nome do estádio.
Isso levou a diretoria a avaliar formatos diferentes de parceria.
Apesar do estágio mais adiantado, a negociação com a montadora ainda está longe de ser concluída.
Manter mais de um interessado na mesa é a forma de pressionar por proposta melhor antes da decisão final.
O que o clube quer melhorar
Hoje o São Paulo recebe R$ 25 milhões por ano da Mondelez pelos direitos de nome, contrato assinado em dezembro de 2023.
O vínculo tem três anos de duração e se encerra ao fim desta temporada.
A renovação é considerada difícil pelos envolvidos.
A meta da diretoria é dupla:
- superar os R$ 25 milhões anuais e fechar um contrato mais longo, evitando novo ciclo curto de apenas três temporadas.
A relação da BYD com o Corinthians
A montadora chegou ao Timão de forma pontual, nas duas finais da Copa do Brasil de dezembro de 2025 e na Supercopa Rei.
Em fevereiro de 2026, o clube oficializou o patrocínio com exposição da marca no uniforme masculino até dezembro deste ano.
O contrato prevê ainda entrega de veículos para uso oficial e instalação de pontos de recarga no centro de treinamento e na Neo Química Arena.
O naming rights que nunca saiu no Parque São Jorge
A ideia de a BYD batizar o estádio corintiano não é nova: em 2024, chegou a circular uma proposta bilionária pelo nome da Arena e do CT.
As conversas travaram e não avançaram desde então.
Atualmente, o Corinthians negocia a troca do nome da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal, segundo a CNN Brasil.
Por que o Morumbi virou alvo preferencial
O estádio recebe jogos de grande público, shows internacionais e partidas de seleção, o que amplia a exposição da marca além do calendário do clube.
Para uma montadora que disputa espaço no mercado brasileiro de elétricos, o nome de um estádio na capital paulista tem alcance nacional.
E há o efeito colateral: a marca que hoje aparece no peito de um rival passaria a nomear a casa do outro.
Nada impede juridicamente a combinação, mas o desconforto simbólico entre as torcidas seria inevitável.
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