A Prefeitura de Salvador informou neste domingo (25) que o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, retornará de Paris na segunda-feira (26) e se apresentará às autoridades para prestar esclarecimentos sobre os problemas na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições de 2026. A gestão municipal também afirmou que o transporte público foi normalizado após atrasos na saída dos coletivos das garagens.
O posicionamento foi divulgado após o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Mauricio Kertzman Szporer, determinar a prisão em flagrante do secretário. A decisão ocorreu depois de uma denúncia da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, sobre a redução da frota de ônibus durante a votação.
Segundo a Prefeitura, Pablo Souza está em Paris, na França, em missão oficial a convite do governo francês. A administração municipal declarou que o secretário retornará à capital baiana e prestará os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.
Prefeitura atribui atrasos a adesivos eleitorais
Em nota, a Prefeitura afirmou que a operação do transporte público foi restabelecida e que os principais corredores de ônibus estavam totalmente normalizados desde o final da manhã.
A gestão municipal atribuiu os atrasos iniciais à colocação de adesivos relacionados a um dos candidatos à Presidência nos veículos. Segundo a administração, o material configurava propaganda eleitoral irregular, e a retirada dos adesivos provocou demora na saída dos coletivos.
A Prefeitura afirmou que a situação foi resolvida após diálogo entre as equipes operacionais da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e representantes sindicais. Também informou que todas as empresas concessionárias foram notificadas para garantir a disponibilidade integral da frota.
A administração municipal acrescentou que eventuais dificuldades residuais em alguns bairros estavam relacionadas a obstáculos nas vias, como veículos estacionados irregularmente e aglomerações. Por isso, pediu a colaboração dos moradores para manter as ruas desobstruídas.
TRE-BA determinou circulação integral da frota
A crise no transporte público começou a ganhar dimensão judicial após denúncias de que ônibus permaneciam retidos nas garagens enquanto eleitores enfrentavam dificuldades para chegar aos locais de votação.
A Federação Brasil da Esperança acionou o TRE-BA e alegou que a frota em circulação estava mais de 50% abaixo da oferta habitual dos dias úteis. A entidade sustentou que a redução prejudicava o deslocamento dos eleitores durante o segundo turno.
Diante da situação, o presidente do TRE-BA determinou o restabelecimento imediato de 100% da frota, com frequência e itinerários compatíveis com os dias úteis, além da manutenção da gratuidade do transporte. A decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento, envolvendo o município, o secretário e as empresas concessionárias, conforme os termos da ordem judicial.
O tribunal também acionou as autoridades competentes para fiscalizar o cumprimento da determinação e apurar possíveis irregularidades eleitorais.