O leilão da área do antigo Centro de Convenções da Bahia, realizado nesta quinta-feira (26), em Salvador, terminou nem nenhum lance. Para o vereador Claudio Tinoco (União Brasil), reflete alertas feitos anteriormente sobre o edital.
Presidente da Comissão Especial de Acompanhamento dos Investimentos na Baía de Todos-os-Santos e Orla da Câmara Municipal, Tinoco afirmou que o Governo do Estado precisa revisar a medida.
“Lamentamos que o governo tenha insistido em levar adiante o leilão, mesmo diante de todos os alertas feitos por especialistas, moradores e pela própria Câmara de Vereadores, por meio de nossa Comissão. O resultado demonstra, de forma objetiva, que o edital não apresentava condições reais de atratividade”, declarou.
Na semana anterior ao leilão, a Câmara realizou uma audiência pública que reuniu representantes da sociedade civil, especialistas e órgãos técnicos. Lá, foram apontadas falhas no edital, ausência de debate público e riscos ambientais.
“É fundamental que o governo corrija o edital, começando pela retirada da área de preservação das dunas, que possui cerca de 71 mil metros quadrados e tem relevância ambiental reconhecida. Não se pode tratar esse espaço como ativo imobiliário comum”, afirmou.
Além da questão ambiental, o vereador também defende a reavaliação do valor mínimo estabelecido para o leilão. “O que está sendo ofertado hoje é um espaço em ruínas, degradado e cercado de incertezas quanto à sua viabilidade de uso futuro. É preciso reavaliar o valor de mercado”, completou.
Além disso, Tinoco reforçou que a Câmara seguirá acompanhando o caso e cobrando transparência na condução das próximas etapas.
O antigo Centro de Convenções está desativado desde 2015 e teve parte de sua estrutura comprometida após um desabamento, em 2016. Desde então, o espaço enfrenta abandono e degradação, enquanto o futuro da área segue indefinido.